O presidente da Câmara de Pedrógão Grande, António Lopes, exigiu esta segunda-feira maior vigilância e reforço da investigação para apurar as causas dos incêndios que têm atingido o concelho, que desde janeiro já registou 18 ignições, algumas ocorridas de madrugada.
“Desde janeiro a esta parte, ocorreram 18 ignições, sendo que algumas delas foram entre as 04:00 e as 04:30”, declarou o autarca à Lusa, expressando grande preocupação com a repetição destes episódios.
No sábado (16), deflagraram dois fogos — um na freguesia de Pedrógão Grande (14h27) e outro na freguesia da Graça (15h21). O incêndio obrigou à retirada preventiva de cinco aldeias e ao corte de várias estradas nacionais. A ocorrência foi considerada única e entrou em resolução às 03h40 de domingo.
Prejuízos e apoio às vítimas
- Duas casas de madeira destruídas (uma habitada por uma mulher e três crianças).
- Um anexo de arrumos destruído.
- Serviços sociais asseguram alojamento temporário, alimentação e bens essenciais para a família desalojada.
António Lopes elogiou a eficiência do dispositivo de combate, mas reforçou a necessidade de ação preventiva:
“Isto implica maior vigilância e alocação de meios do Exército para Pedrógão Grande e concelhos limítrofes. Não é normal ocorrerem tantas ignições, sobretudo as de sábado.”
O autarca suspeita de mão criminosa e defende que as autoridades intensifiquem as investigações:
“O verão ainda não acabou. Podemos ir até outubro, até novembro, e não estamos seguros. É preciso aumentar os níveis de investigação.”
Contexto histórico
Pedrógão Grande carrega um passado trágico com os incêndios de junho de 2017, que resultaram em 66 mortos, 253 feridos e a destruição de cerca de 500 casas e 50 empresas. Em outubro do mesmo ano, novos fogos na região Centro provocaram 49 mortos e mais de 1.500 casas afetadas.










