Montenegro intensifica o debate na fase de especialidade, atribuindo à oposição a carga de proteger as finanças nacionais. O chefe do Executivo respondeu ao número recorde de emendas ao Plano Orçamental (PO) para 2026 com um alerta aos adversários políticos, enquanto o PS e o Chega persistem em defender o aumento das aposentadorias no próximo exercício.
“A folga não se alterou. A folga é precisamente idêntica. O Legislativo deve agora conduzir o seu debate, mas não é da discussão parlamentar que surgirá mais espaço orçamental”, declarou Luís Montenegro.
Com a administração prevendo um saldo positivo de 0,1% do Produto Interno Bruto no próximo período, o dirigente do Governo intensificou o debate do PO na fase de especialidade.
“A menos que o Legislativo decida que no próximo ciclo as finanças ficarão em desequilíbrio ou pelo menos em défice. Mas cada grupo político terá de reconhecer a sua obrigação, e eu não percebo nas forças opositoras disposição para aceitar tal encargo”, afirmou Montenegro.
Das 2176 emendas ao Plano Orçamental apresentadas pelos agrupamentos na Casa Legislativa, as solicitações para ampliar aposentadorias figuram entre as medidas de maior peso fiscal. O Chega pretende um reajuste suplementar de 1,5% nas aposentadorias até 1567,50 euros (além do aumento previsto pela fórmula legal de atualização).
Essa proposta “aumentaria em cerca de 4% ou 5% as despesas da iniciativa do Executivo”, declarou, nesta segunda-feira, André Ventura. Já o PS sugere que, caso seja concedido aos beneficiários um novo abono extraordinário em 2026, esse valor seja transformado em acréscimo permanente.











