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Home Editorias Ciência

Cientistas descobrem os melhores materiais para fazer máscaras caseiras

Redação O Tablóide Por Redação O Tablóide
1 de Maio de 2020
Reading Time: 4 mins read
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Mohamed Hossam / EPA

Uma equipa de cientistas do Laboratório Nacional de Argonne e da Universidade de Chicago (EUA) testou uma variedade de materiais, tentando apontar aqueles que são melhores para criar máscaras de proteção individuais caseiras.

Na prática, explica o portal Science Alert, os especialistas pegaram numa série de materiais e analisaram as suas propriedades de filtragem mecânica e eletrostática.

Várias camadas e tecidos misturados funcionam melhor no que respeita à filtragem de partículas, mas o ajuste inadequado da máscara pode deitar tudo a perder, concluíram os cientistas na nova instigação, cujos resultados foram publicados na revista ACS Nano.

“Realizado testes para vários tecidos comuns, incluindo algodão, ceda, chiffon, flanela, vários sintéticos e as suas combinações (…) No geral, descobrimos que combinações de vários tecidos comummente utilizados em máscaras de pano podem oferecer uma proteção significativa contra a transmissão de partículas de aerossol”.

Recorrendo a um procedimento experimental, tal como representado na figura abaixo, os cientistas testaram a capacidade de várias partículas de diversos tamanhos – desde os dez nanómetros a 10 micrómetros – ultrapassarem barreiras de tecido – isto é, as máscaras, que tão importantes se tornaram no combate à pandemia causada pelo novo coronavírus, cujas partículas têm entre 80 a 120 nanómetros.

Konda et al., ACS Nano, 2020

Os cientistas concluíram que os tecidos “híbridos” – os que possuem múltiplas camadas de materiais – eram capazes de filtrar a maior parte das partículas testadas.

“A eficiência da filtragem dos tecidos hibrídios (como algodão-seda, algodão-chiffon, algodão-flanela) foi> 80% (para partículas <300 nanômetros) e> 90% (para partículas> 300 nanômetros)”, escreveram os cientistas.

“Especulamos que o desempenho aprimorado dos híbridos se deva, provavelmente, ao efeito combinado da filtragem mecânica e eletrostática”.

O mesmo portal de ciência explica as diferenças sintéticas entre os dois tipos de filtragem.

A filtragem mecânica, reflete a capacidade de um tecido capturar fisicamente as partículas. Os cientistas descobriram que, em tecidos como o algodão, a alta contagem de linhas funciona melhor – quanto menores os orifícios no tecido, menos partículas de grande dimensão podem escapar. Já a filtragem eletrostática diz respeito a um tipo de tecido, como o poliéster, capaz de manter os aerossóis no interior do seu ambiente estático.

A importância do ajuste

Os cientistas frisaram ainda que, além dos materiais utilizados na produção das máscaras, é igualmente importante – ou até mais – a forma como se coloca a máscara.

“As novas investigações também sugerem que as lacunas na máscara [causadas por um ajuste inadequado do material de proteção] podem resultar na redução em mais de 60% da capacidade de eficiência da filtragem”, explicaram.

Seja qual for o tecido ou a combinação de tecidos escolhidos para fazer máscaras de proteção, é fundamental que as pessoas a usem corretamente. Só através desta combinação – tecidos + utilização – é que se atingirá o máximo da eficiência.

A pandemia de covid-19 já matou mais de 200 mil pessoas e infetou quase três milhões em todo o mundo desde que surgiu em dezembro na China, segundo um balanço recente da AFP. De acordo com os dados da agência de notícias francesa, a partir de dados oficiais, foram registados 206.567 mortos e mais de 2.961.540 infetados em 193 países.

Pelo menos 809.400 foram consideradas curadas pelas autoridades de saúde.

Os Estados Unidos, que registaram a primeira morte ligada ao coronavírus no final de fevereiro, lideram em número de mortos e casos, com 54.877 e 965.933, respetivamente. Pelo menos 107.045 pessoas foram declaradas curadas.

Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são Itália, com 26.644 mortos para 197.675 casos, Espanha com 23.521 óbitos (209.465 casos), França com 22.856 mortos (162.100 casos) e Reino Unido com 20.732 óbitos (152.840 casos).

A China (excluindo os territórios de Hong Kong e Macau), onde a epidemia começou em dezembro, contabilizou 82.830 casos, incluindo 4.633 mortos e 77.474 curados.

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