Bruxelas, Bélgica – Durante a realização do Conselho Europeu em Bruxelas, um bloco constituído por 16 nações, designado como “Amigos da Coesão”, uniu esforços para garantir a continuidade e o financiamento das políticas estruturantes da União Europeia. O encontro visou assegurar que as prioridades fundamentais, nomeadamente a política de coesão, a Política Agrícola Comum e a Política Comum das Pescas, não sejam fragilizadas nas negociações relativas ao próximo Quadro Financeiro Plurianual, que abrange o período compreendido entre 2028 e 2034.
O Primeiro-Ministro português esteve presente nesta concertação estratégica, reunindo-se com os seus pares da Bulgária, Croácia, Estónia, Grécia, Itália, Letónia, Lituânia, Malta, Polónia, República Checa, Roménia, Eslovénia, Eslováquia, Espanha e Hungria. O foco central da discussão foi a necessidade de conciliar os novos imperativos estratégicos do bloco europeu com a preservação dos mecanismos de apoio regional previstos nos Tratados vigentes.
Através de uma comunicação oficial, Luís Montenegro defendeu a urgência de estabelecer um orçamento comunitário que se revele, simultaneamente, mais ambicioso e equitativo para todos os territórios que integram a União. Esta visão é partilhada pela totalidade do grupo informal, que sustenta a importância de manter um equilíbrio financeiro robusto.
Numa nota de otimismo, o chefe do governo português sublinhou que a posição de negociação de Portugal apresenta-se hoje mais vantajosa. Este cenário resulta do reconhecimento, por parte das instituições de Bruxelas, da necessidade de proceder a uma revisão do envelope financeiro nacional, o que permitirá um reforço nos montantes previstos para o país, garantindo assim uma maior margem de manobra para enfrentar os desafios económicos dos próximos anos.









