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Home Editorias Ciência

Cientistas fazem múmia de 3.000 anos “falar” (e já a podemos ouvir)

Redação O Tablóide por Redação O Tablóide
28 de janeiro de 2020
Reading Time: 3 mins read
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Uma equipa de cientistas recriou o som da voz de um antigo padre egípcio com a ajuda de uma múmia com três mil anos e usando uma combinação de tomografias computadorizadas, impressão 3D e uma laringe eletrónica.

Este projeto começou em 2013 e combina conhecimento de ciências clínicas, arqueologia, egiptologia, curadoria de museus e engenharia elétrica. Durante os últimos seis anos, a equipa tem trabalhado para recriar cientificamente a voz de Nesyamun, um egípcio com 3.000 anos. Até agora, o sistema só consegue produzir apenas um som, uma vogal entre o “a” e o “e” nas palavras inglesas “mau” (bad) e “cama” (bed).

Este feito só foi possível graças à preservação da laringe e da garganta do corpo mumificado de Nesyamun. A tomografia computadorizada permitiu que a equipa reconstruisse o seu trato vocal, que foi recriado com recurso a uma impressora 3D. Depois, de acordo com o Newsweek, o modelo foi colocado no altifalante que faz parte do órgão do aparelho vocal, que reproduziu o som típico produzido por uma laringe humana no trato 3D.

“Esse processo permite o som do trato como está no sarcófago, que é um som que o trato vocal pode fazer – por isso é a sua voz“, disse David Howard, investigador da Royal Holloway, Universidade de Londres, e principal autor do estudo, que foi publicado na semana passada na revista científica Scientific Reports.

“O som resultante é um som parecido com uma vogal, porque só temos esse formato de trato vocal para ele”, disse. “Esta também é a forma do seu trato, pois está enterrado, de modo que não é necessariamente parte de um som falado. No entanto, é um som do seu trato vocal único e, por esse motivo, pode estar ligado a como soou”.

O som que se ouve é eletrónico e foi conseguido tendo em conta a posição em que o sacerdote foi mumificado, de cabeça inclinada para trás e de boca aberta, o que é pouco habitual no processo de mumificação. De acordo com os especialistas, as dimensões da laringe e do trato vocal de Nesyamun indicam que a sua voz seria mais aguda do que a do homem dos dias de hoje.

“Quando se pensa em produzir uma fala corrente, as coisas são diferentes, mas existem possibilidades. Combinar o conhecimento de fonética e linguística com a ciência da fala significa que poderíamos usá-la para antecipar gestos articulatórios típicos que teria usado para alterar a forma do trato vocal e, portanto, usar software e criar uma fala corrente. Portanto, essa é uma ideia – há muito trabalho a fazer para chegar perto disso, mas é uma possibilidade distinta para o futuro”, explicou Howard, de acordo com o jornal britânico The Guardian.

O nome de Nesyamun significa “Verdadeiro de voz”, uma coincidência que agradou os investigadores. Colocado num caixão finamente decorado, Nesyamun era sacerdote, portador de incenso e escriba no antigo templo egípcio de Karnak e terá morrido com cerca de 55 anos por volta do ano 1100 AEC por causa de uma reação alérgica grave.

Os cientistas já tinham tentado recriar as vozes de indivíduos antigos usando um software de reconhecimento facial para criar uma aproximação dos sons que teriam produzido. No entanto, esta nova investigação é a primeira a consegui-lo.

Esta múmia é uma das mais estudadas na Grã-Bretanha e este trabalho faz parte do projeto Voz do Passado. Hoje em dia, está no Museu de Leeds, em Inglaterra.

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