Bombeiros e outros profissionais da proteção civil podem exercer o direito de voto nas eleições presidenciais deste domingo entre as trocas de turnos das equipas operacionais. Os bombeiros e restantes elementos da proteção civil, atualmente mobilizados no apoio às populações afetadas pelo mau tempo, conseguem votar nas presidenciais deste domingo entre rendições de equipas no terreno, esclareceu a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.
No briefing diário das 12h00 de balanço da prevenção e apoio às áreas e comunidades atingidas pelas condições meteorológicas adversas, realizado na sede da ANEPC, em Carnaxide, Oeiras, o comandante nacional, Mário Silvestre, explicou que o exercício do direito de voto dos operacionais foi assegurado de forma atempada.
“Foram transmitidas orientações específicas e, assim, as equipas que estão a ser rendidas, incluindo as que terminam o serviço, irão votar, enquanto as que entram já o farão com o voto exercido. Houve, portanto, planeamento e cuidado prévios para que estas deslocações e rendições garantissem, no essencial, o direito de voto de todos os operacionais envolvidos”, afirmou Mário Silvestre.
As secções de voto abriram às 08:00 deste domingo em Portugal continental e na Madeira para a segunda volta das eleições presidenciais, encerrando às 19:00.
Nos Açores, as mesas eleitorais abrem e encerram uma hora mais tarde em relação à hora de Lisboa, devido à diferença de fuso horário.
Existem, contudo, concelhos onde o processo eleitoral foi adiado devido à destruição causada pelo mau tempo das últimas semanas, que provocou 14 mortos, centenas de feridos e desalojados, além de um vasto rasto de danos materiais.
Mais de 11 milhões de cidadãos eleitores são chamados a escolher o novo Presidente da República, num ato eleitoral que coloca frente a frente António José Seguro e André Ventura, os dois candidatos mais votados a 18 de janeiro.
Na primeira volta, Seguro obteve 31,1% dos votos e Ventura 23,52%, de acordo com o edital do apuramento geral.
A taxa de participação na segunda volta das presidenciais situava-se, até às 12h00 deste domingo, nos 22,35%, segundo dados da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna, acima do registado na primeira volta.











