Lisboa, Portugal – O ministro da Educação regressou esta segunda-feira à Assembleia da República para prestar contas sobre a sucessão de falhas que marcaram os exames nacionais. Pela quarta vez consecutiva, Fernando Alexandre enfrentou o escrutínio parlamentar, assegurando que 97% das aproximadamente 90 mil provas da segunda fase já se encontram classificadas. O governante antecipou, contudo, que o processo não termina aqui: será criada uma comissão independente com a missão de auditar todo o sistema logo após a conclusão da época extraordinária, agendada para setembro.
A tensão que paira sobre alunos, docentes e estabelecimentos de ensino mantém-se elevada, embora o calendário de classificações, recursos e colocações tenha sido finalmente clarificado. O desenrolar deste processo coincide com o encerramento da primeira fase de candidaturas ao Ensino Superior público.
Apesar dos obstáculos iniciais desencadeados pelos atrasos na publicação das notas, a procura pelo ensino universitário não arrefeceu. O balanço final aponta para 47 960 candidaturas submetidas até domingo, um valor que supera em 164 inscrições o registo do período homólogo em 2025. O calendário, sucessivamente ajustado devido à instabilidade logística, reserva agora a segunda fase do concurso nacional para o intervalo entre 24 de agosto e 2 de setembro.
Paralelamente a estes desenvolvimentos no setor educativo, outros acontecimentos marcaram a atualidade. Nas estradas, uma colisão frontal na variante da EN213, entre Mirandela e Valpaços, resultou na morte de um homem de 89 anos e deixou seis pessoas em estado grave, incluindo quatro menores com idades entre os três e os 15 anos.
No domínio da energia, Portugal atingiu um marco histórico. Pela primeira vez, a fonte solar assumiu a liderança na produção elétrica mensal, representando 19% do consumo em julho, de acordo com números da REN. Embora as renováveis tenham garantido mais de metade da eletricidade consumida, o país mantém a dependência face às importações.
Por fim, o clima de insegurança instalou-se no Seixal após uma tentativa de rapto num centro comercial. Uma criança de dois anos foi abordada por dois homens quando a mãe se encontrava distraída. A pronta reação da progenitora, cujos gritos afugentaram os suspeitos, evitou o pior. A PSP prossegue agora com as investigações para identificar os responsáveis pelo incidente.







