O candidato presidencial Gouveia e Melo criticou nesta sexta-feira (16) a atual organização da proteção civil, defendendo um modelo de comando mais simples e eficaz, e sublinhou a necessidade de planos florestais de médio e longo prazo.
Durante visita à Feira de São Mateus, em Viseu, o almirante na reserva afirmou:
“As linhas de comando e controle têm de ser fluidas, simples e diretas. Quando são demasiado complexas e envolvem muitas entidades, não funcionam em situações de stress.”
Gouveia e Melo propôs uma estratégia baseada em três pilares:
- Criar uma economia sustentável para a floresta, tornando-a rentável;
- Remodelar o interior do país, valorizando-o;
- Apostar em prevenção eficaz e combate estruturado aos incêndios.
O candidato alertou que medidas apenas reativas ou de curto prazo não resolvem o problema:
“Não posso desenhar um conjunto de ações que depois são esquecidas passado um ano. Depois vêm cinco ou seis anos de acalmia, e o cataclismo repete-se.”
Ele reconheceu que a atual crise resulta também de inércia acumulada de governos anteriores:
“É injusto massacrar este Governo já, porque precisa de tempo para tomar as suas medidas.”
Gouveia e Melo destacou ainda que a primeira atitude já foi tomada — o regresso antecipado do primeiro-ministro, Luís Montenegro, das férias —, mas reforçou que é preciso coragem para implementar medidas estruturais que não sejam abandonadas após o pico de pressão mediática.











