A administração pública está a planear antecipar a anunciada redução adicional da tributação sobre os rendimentos no valor de 500 milhões de euros, para que possa entrar em aplicação no início de agosto, segundo apurou o Expresso. O intuito é impulsionar o gasto das famílias durante o período estival e tentar conter a perda de dinamismo da atividade económica, um receio que, até agora, tem sido reconhecido apenas nos meandros da governação.
Um integrante do núcleo político do Executivo, não nomeado pelo periódico semanal, justifica a rápida implementação da iniciativa fiscal com o período de veraneio e a reabertura do calendário escolar em setembro, garantindo que a mesma não tem “qualquer associação” com o pleito autárquico, agendado para o outono. Ainda assim, essa expetativa encobre o receio de que a expansão do produto interno bruto (PIB) em 2025 fique aquém das estimativas oficiais (2,4%), com fontes do governo reconhecendo tal possibilidade.
No primeiro intervalo trimestral, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), o PIB registou uma diminuição de 0,5% face ao trimestre anterior, marcando uma queda acentuada em relação ao crescimento de 1,4% observado no último período de 2024 — puxado por uma redução nas despesas das famílias. Se os indicadores até o final de junho revelarem nova retração, tecnicamente o país entrará em recessão económica.











