O montante aplicado em Certificados de Aforro atingiu um novo máximo histórico em julho de 2025, somando 38,2 mil milhões de euros, segundo dados do Banco de Portugal (BdP). O crescimento coincide com o mês em que a maioria dos trabalhadores portugueses recebeu o subsídio de férias, resultando numa aplicação adicional de 404,31 milhões de euros.
Em junho, o aumento tinha sido de 319 milhões de euros, confirmando uma tendência de aceleração desde outubro de 2024. No período homólogo de 2024, os portugueses detinham 33,9 mil milhões de euros aplicados neste instrumento.
Apesar do aumento da procura, a remuneração dos Certificados de Aforro tem vindo a cair pelo quinto mês consecutivo, situando-se em 1,9871% em agosto, o nível mais baixo desde setembro de 2022. O rendimento atual não cobre a inflação, que foi de 2,4% em junho, e o BdP prevê uma taxa de 2,3% para 2025, colocando em risco o valor real das poupanças.










