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Home Economia

Novembro vai ser “muito duro e muito exigente” (e fechar escolas seria uma “grande falta de respeito”)

Redação O Tablóide Por Redação O Tablóide
31 de Outubro de 2020
Reading Time: 4 mins read
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António Cotrim / Lusa

António Costa após ter falado aos jornalistas no final da reunião extraordinária do Conselho de Ministros

O primeiro-ministro, António Costa, avisou hoje que “convém não criar falsas expectativas”, porque novembro vai ser “muito duro e muito exigente”, sendo maior a probabilidade de, daqui a 15 dias, acrescentar mais concelhos à lista com novas restrições.

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Regresso ao ensino à distância “seria grande falta de respeito”Grande Prémio de Portugal de Moto GP não terá público

Na conferência de imprensa para anunciar as novas medidas para combater a pandemia, decididas pelo Conselho de Ministros extraordinário que esteve hoje reunido oito horas, António Costa explicou que, em relação ao critério das medidas excecionais a adotar em concelhos com mais de 240 casos por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias, “seria impossível comunicar diariamente os que entram e os que saem e por isso cada 15 dias o Conselho de Ministros revisitará esta lista”.

“Convém não criar falsas expectativas: o mês de novembro vai ser um mês muito duro, muito exigente e, portanto, a maior probabilidade é que daqui a 15 dias estejamos sobretudo a acrescentar concelhos e será bastante improvável que estejamos daqui a 15 dias a retirar muitos concelhos”, avisou.

Costa fez um apelo ao cumprimento por parte dos portugueses: “entrarão tantos menos e sairão tantos mais quanto mais cada um de nós for eficaz no seu próprio concelho a conter a transmissão desta pandemia”.

“Se todos cumprirmos as cinco regras, mais rapidamente o concelho onde residimos sairá desta lista e garantiremos que o concelho onde residimos não entre nesta lista”, apelou.

As cinco regras a que se referia o primeiro-ministro – e que fez questão de recordar durante a conferência de imprensa – contam-se pelos dedos da mão: distância entre as pessoas, uso de máscara, etiqueta respiratória, lavar as mãos e usar a aplicação Stayaway Covid.

Além destas cinco elregras pessoais de cidadania, o primeiro ministro apresentou cinco medidas restritivas a aplicar aos concelhos que se enquadrem num critério de “elevado risco” baseado nas orientações do Centro Europeu de Controlo de Doenças.

De acordo com essas medidas, 121 e um municípios vão ficar abrangidos, a partir de quarta-feira, pelo dever cívico de recolhimento domiciliário, novos horários nos estabelecimentos, desfasamento de horários de trabalho, limitação de eventos, e teletrabalho obrigatório, salvo “oposição fundamentada” pelo trabalhador.

Segundo o primeiro-ministro, os restaurantes nestes 121 concelhos do continente não poderão ter mesas com mais de seis pessoas e o seu horário de fecho passa a ser as 22:30. Os estabelecimentos comerciais terão de fechar, na generalidade, às 22:00.

Também nestes territórios, ficam proibidas as feiras e os mercados de levante, e os eventos e celebrações ficam limitados a cinco pessoas, exceto nos casos em que os participantes pertencem ao mesmo agregado familiar.

Regresso ao ensino à distância “seria grande falta de respeito”

O primeiro-ministro enalteceu o trabalho da comunidade educativa na abertura do ano letivo, defendendo que “seria, no mínimo, uma grande falta de respeito” que a sociedade não se empenhasse para evitar um novo confinamento devido à pandemia.

“Temos de garantir a liberdade das nossas crianças e dos nossos jovens não terem de novo o seu ano letivo perturbado e poderem manter a sua atividade escolar normal”, afirmou António Costa, após a reunião extraordinária do Conselho de Ministros.

Após anunciar o confinamento parcial e medidas restritivas em todos os concelhos com mais de 240 casos por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias, o primeiro-ministro salientou que “há aqui duas linhas vermelhas muito claras”, referindo-se à educação e ao trabalho.

“Todos, seguramente, tínhamos muitas angústias sobre como iria correr a reabertura do ano letivo e a verdade é que tem corrido de forma impecável, com uma grande organização das escolas, um grande empenho de todos os professores, da comunidade educativa, dos alunos”, apontou António Costa.

Em modo de balanço, o governante indicou que são residuais, tendo em conta a população escolar, o número de casos de covid-19 detetados de alunos ou docentes ou não docentes infetados nas escolas.

“Portanto isso corresponde a um esforço muito grande que as comunidades educativas fizeram e seria, no mínimo, uma grande falta de respeito para o grande trabalho que foi feito na preparação deste ano letivo que o conjunto da sociedade não se empenhasse para garantir que o ano letivo decorre sem qualquer incidente”, declarou o primeiro-ministro.

No início da pandemia em Portugal, em março, as escolas foram obrigadas a encerrar e o ensino passou a ser assegurado à distância, inclusive através da telescola.

Grande Prémio de Portugal de Moto GP não terá público

O Grande Prémio de Portugal de Moto GP, entre 20 e 22 de novembro em Portimão, não terá público, anunciou hoje o primeiro-ministro, no final do conselho de ministros extraordinário.

“Já foi comunicado ao promotor que o Grande Prémio de motos não terá público, porque está revelada a incapacidade de organizar eventos com publico. Não podemos voltar a correr riscos, e, portanto, não está autorizado”, afirmou António Costa.

O chefe do Governo referia-se ao Grande Prémio de Fórmula 1, que se realizou no último fim de semana no mesmo circuito, e às imagens divulgadas de concentrações de pessoas nas bancadas sem distanciamento nem máscaras.

“O que passou no Grande Prémio de Portugal é absolutamente inaceitável e irrepetível”, disse António Costa, referindo que a prova automobilística decorreu ao contrário do que se observou em atividades de âmbito cultural, político e desportivo, em que “tudo foi bem organizado, as regras foram cumpridas e não houve problemas”.


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