Em Leiria, o Primeiro-Ministro Luís Montenegro destacou, na abertura do evento “Conversas com Fomento”, a indispensável atuação do Banco Português de Fomento. A instituição foi apontada como um pilar central para impulsionar a competitividade, garantir a estabilidade e assegurar o financiamento da economia lusa, especialmente num período de recuperação e profunda transformação. Sublinhou, portanto, a crescente capacidade do banco em prestar apoio estratégico às empresas nacionais.
Montenegro fez questão de sublinhar o aprofundamento da intervenção do BPF junto das companhias e do investimento global, realçando que este se tornou um dínamo essencial. O Primeiro-Ministro reiterou a sua convicção de que o Banco desempenha uma função crucial na vitalidade económica nacional e no robustecimento do financiamento disponível para o mercado. É um elemento chave para a solidez e sustentabilidade financeira do país.
Entre as várias valências da entidade, Luís Montenegro enfatizou o apoio fundamental à gestão de tesouraria das empresas. Além disso, referiu a sua contribuição para a promoção de novos investimentos e a conceção de instrumentos financeiros inovadores. Estes são criados e disponibilizados em estreita articulação e colaboração com a banca comercial, otimizando o acesso ao capital.
Foi também salientado o sucesso do programa “Reforçar”, uma iniciativa vital implementada em resposta à intensificação da instabilidade internacional e às tensões globais no comércio. Este mecanismo, crucial para a economia portuguesa, já garantiu o financiamento de mais de 7,5 mil milhões de euros às empresas no país. Tal apoio foi canalizado através de aproximadamente 41 mil candidaturas apresentadas.
A prioridade da recuperação das áreas afetadas pelas intempéries foi outro ponto abordado pelo Primeiro-Ministro. Destacou o progresso substancial das medidas de auxílio dirigidas às empresas nestas regiões, que demonstram níveis de execução superiores a 90%. Montenegro enfatizou a celeridade como um fator decisivo para a sobrevivência e continuidade dos negócios.
Ao reiterar a importância da rapidez, o Primeiro-Ministro advertiu que «o tempo que nós demoramos pode ser o tempo que medeia entre a sobrevivência de um negócio e a preservação de oportunidades». Neste sentido, o apelo dirigido ao Banco Português de Fomento é para manter a máxima eficiência e agilidade na operacionalização contínua dos instrumentos financeiros disponíveis, garantindo que o apoio chega atempadamente.
Finalmente, o chefe do executivo defendeu uma estratégia abrangente de políticas. Estas devem estar orientadas para o aumento da competitividade, para o incentivo à inovação e para uma simplificação administrativa robusta. O objetivo é valorizar ainda mais o investimento em Portugal, um país que, na sua perspetiva, está firmemente «no radar dos sítios mais atrativos para investir» a nível global.











