O Tabloide Portugal
  • Editorias
    • Cultura
      • Artes
      • Famosos
      • Literatura
      • Música
      • Teatro
    • Desporto
    • Economia
    • Educação
    • Ciência
    • Internacional
    • Justiça
    • País
    • Policial
    • Politica
    • Saúde
      • Saúde Pública
    • Sociedade
    • Tecnologia
      • Internet
  • Últimas Noticias
  • Contacto
  • Estatuto Editorial
Nenhum Resultado
Ver Resultado
O Tabloide Portugal
  • Editorias
    • Cultura
      • Artes
      • Famosos
      • Literatura
      • Música
      • Teatro
    • Desporto
    • Economia
    • Educação
    • Ciência
    • Internacional
    • Justiça
    • País
    • Policial
    • Politica
    • Saúde
      • Saúde Pública
    • Sociedade
    • Tecnologia
      • Internet
  • Últimas Noticias
  • Contacto
  • Estatuto Editorial
Nenhum Resultado
Ver Resultado
O Tabloide Portugal
Nenhum Resultado
Ver Resultado
Home Editorias Ciência

A Lua é estranhamente assimétrica (e já se sabe porquê)

Redação O Tablóide por Redação O Tablóide
28 de junho de 2020
Reading Time: 3 mins read
A A
0

NASA

O lado oculto da Lua

Os astrónomos acreditam que finalmente perceberam como é que o lado da Lua voltado para a Terra e o seu lado oculto se mostraram tão diferentes ao longos dos anos após a sua formação.

Acredita-se que a Terra e a Lua se tenham formado após um copo do tamanho de Marte, chamado Theia, ter colidido com o planeta precursor da Terra, conhecido como proto-Terra.

Após a colisão, a Terra acabou por ser o corpo maior, reteve calor suficiente para se tornar tectonicamente ativa e, eventualmente, evoluiu para um planeta dinâmico, com atmosfera e oceanos. Por outro lado, a Lua era mais pequena. Durante um longo período de tempo, os cientistas acreditaram que a Lua arrefeceu mais rapidamente e ficou no seu estado atual durante um longo tempo.

No entanto, existem evidências que indicam que a Lua primitiva era muito mais dinâmica, consistindo em atividade vulcânica e magnética a ocorrer até há mil milhões de anos, o que é muito posterior ao esperado anteriormente.

No final dos anos 1950 e início dos anos 1960, sondas espaciais não tripuladas lançadas pela URSS devolveram as primeiras imagens do outro lado da Lua e os cientistas ficaram admirados ao descobrir que os dois lados eram muito diferentes. Apenas 1% do lado oposto era coberto com crateras em comparação com 31% no lado próximo.

Os primeiros sinais de atividade vulcânica foram descobertos pelas missões Apollo da NASA quando os cientistas analisaram amostras. Com essas amostras, os cientistas identificaram um novo tipo de assinatura de rocha chamada KREEP, um acrónimo dos elementos potássio, elementos de terras raras (que incluem cério, disprósio, érbio, európio e outros elementos raros na Terra) e fósforo.

Uma equipa internacional de investigadores fez experiências e modelos para descobrir novas pistas que sugerem que a assimetria na composição geológica e nas características de superfície do lado próximo e distante da lua estão relacionados entre si por causa de uma importante propriedade do KREEP.

Os cientistas explicam que alguns elementos do KREEP – potássio, tório e urânio – são elementos radioativamente instáveis. Portanto, esses elementos podem ocorrer em diferentes formas, com átomos de composição variável, conhecidos como isótopos.

Os isótopos instáveis ​​podem desmoronar-se num processo conhecido como queda radioativa para formar outros elementos enquanto libertam calor que consegue derreter rochas.

Os investigadores descobriram que a inclusão do KREEP nas rochas diminuiu os seus pontos de fusão. Com os modelos, os cientistas mostraram que a atividade vulcânica esperada era agravada por causa do KREEP e do aquecimento aprimorado.

Os cientistas explicaram ainda que processos ocorreram durante a evolução da Lua e o tempo e o volume da atividade vulcânica na superfície lunar. “As nossas descobertas sugerem que a anomalia geoquímica próxima influenciou a evolução térmica e magmática da Lua ao longo de toda a sua história pós-diferenciação”, explicou a equipa em comunicado divulgado pelo EurekAlert.

O estudo oferece uma visão dos estágios iniciais da evolução do sistema Terra-Lua. “Devido à relativa falta de processos de erosão, a superfície da Lua regista eventos geológicos do início da história do Sistema Solar. Em particular, as regiões do lado próximo da Lua têm concentrações de elementos radioativos, ao contrário de qualquer outro lugar da Lua. Compreender a origem desse enriquecimento local pode ajudar a explicar os estágios iniciais da formação da Lua e, como consequência, as condições na Terra primitiva”, concluiu Matthieu Laneuville,  co-autor e investigador do Instituto de Ciências da Terra-Vida do Instituto de Tecnologia de Tóquio.

Este estudo foi publicado em maio na revista científica Nature Geoscience.

Compartilhe isso:

  • Compartilhar no Facebook(abre em nova janela) Facebook
  • Compartilhar no X(abre em nova janela) 18+
Post Anterior

Starsounds, a primeira música feita por estrelas (literalmente)

Próximo Post

Objeto-mistério. Cientistas podem ter descoberto a mais pesada estrela de neutrões (ou o mais leve buraco negro)

Posts Relacionados

Em visita a Portugal, médico do “Boca Juniors” explicou ligação entre ciência muscular no desporto de alto rendimento e a fibromialgia
Saúde

Em visita a Portugal, médico do “Boca Juniors” explicou ligação entre ciência muscular no desporto de alto rendimento e a fibromialgia

Covilhã: Academia Portuguesa de Fibromialgia homenageou médico do Boca Juniors
Sociedade

Covilhã: Academia Portuguesa de Fibromialgia homenageou médico do Boca Juniors

Castelo Branco: Empresária luso-brasileira utiliza diretrizes da OMS no campo da medicina tradicional
Saúde

Castelo Branco: Empresária luso-brasileira utiliza diretrizes da OMS no campo da medicina tradicional

Aumentam as infecções respiratórias graves e regista-se excesso de mortalidade no Norte
Saúde

Aumentam as infecções respiratórias graves e regista-se excesso de mortalidade no Norte

Portugal dorme mal: Associação Portuguesa de Sono alerta para os riscos de um sono insuficiente e de má qualidade
Saúde

Portugal dorme mal: Associação Portuguesa de Sono alerta para os riscos de um sono insuficiente e de má qualidade

Ciência

Tecnologia de ADN no ar revoluciona monitorização de espécies em risco

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

11 + nove =

Outras Notícias!

Ministra do Trabalho garante envio da versão final da proposta à CGTP

Ministra do Trabalho garante envio da versão final da proposta à CGTP

Governo rejeita IVA Zero e reforça apoios para empresas mais expostas à subida dos combustíveis

Governo rejeita IVA Zero e reforça apoios para empresas mais expostas à subida dos combustíveis

Chega propõe ampliar Dia da Defesa Nacional para cinco dias e incluir “avaliação militar”

Ventura afirma que consenso na lei laboral depende mais do Governo do que do Chega

André Ventura anuncia que Chega e Governo vão reunir-se para discutir fim do visto prévio

André Ventura anuncia que Chega e Governo vão reunir-se para discutir fim do visto prévio

Ministra do Ambiente defende modelo de gestão partilhada da bacia do Mondego

Ministra do Ambiente defende modelo de gestão partilhada da bacia do Mondego

  • Ciência
  • Cultura
  • Famosos
  • Justiça
  • Politica
  • Sociedade
  • Tecnologia
  • Contacto
  • Estatuto Editorial
Tel +351 939 895 955 - (Chamada para rede móvel nacional)

© 2024 - O Tabloide Portugal. Todos os direitos reservados. Periodicidade Registrada (Semanal) – N.º ERC 127422.

Nenhum Resultado
Ver Resultado
  • Editorias
    • Cultura
      • Artes
      • Famosos
      • Literatura
      • Música
      • Teatro
    • Desporto
    • Economia
    • Educação
    • Ciência
    • Internacional
    • Justiça
    • País
    • Policial
    • Politica
    • Saúde
      • Saúde Pública
    • Sociedade
    • Tecnologia
      • Internet
  • Últimas Noticias
  • Contacto
  • Estatuto Editorial

© 2024 - O Tabloide Portugal. Todos os direitos reservados. Periodicidade Registrada (Semanal) – N.º ERC 127422.