Tivat, Montenegro – A necessidade de robustecer a autonomia estratégica e a influência global do bloco europeu dita uma mudança na metodologia de alargamento. Durante a recente cimeira realizada em Tivat, no Montenegro, a União Europeia debateu novas formas de garantir a participação ativa de países candidatos antes da formalização do vínculo total. Luís Montenegro, Primeiro-Ministro português, manifestou apoio a esta via intercalar que visa superar a lentidão dos trâmites formais.
Flexibilidade política como resposta aos desafios atuais
A estratégia, que colhe princípios favoráveis da França e da Alemanha, propõe que nações como Albânia, Bósnia-Herzegovina, Kosovo, Macedónia do Norte, Montenegro e Sérvia colaborem diretamente em projetos de energia, conectividade e segurança. Esta dinâmica não pretende substituir a adesão plena, mas antecipar a cooperação setorial, transformando o processo num exercício de envolvimento constante.
Uma solução extensível à Ucrânia
O Chefe de Governo de Portugal estabeleceu um paralelismo claro entre este modelo e a proposta de atribuir à Ucrânia um estatuto de membro associado. Para o governante, é fundamental evitar que a Europa fique refém de processos puramente burocráticos. Ao adoptar mecanismos de evolução mais ágeis, o continente posiciona-se de forma mais assertiva perante outras potências globais, reafirmando o compromisso com a paz e a estabilidade democrática numa escala internacional.
A cimeira serviu, assim, para validar que o crescimento do bloco europeu exige pragmatismo, garantindo que os novos estados-membros integrem o tecido económico e político da União muito antes do derradeiro ato de adesão.











