Um mês após a sua criação, o Comando Integrado de Prevenção e Operação (CIPO) já permitiu a desobstrução de cerca de 10 mil quilómetros de rede viária florestal nas regiões Centro e de Lisboa e Vale do Tejo.
O balanço foi apresentado a 8 de maio pelo coordenador do Comando, Elísio Oliveira, durante uma reunião de trabalho que reuniu os Ministros da Administração Interna, da Defesa Nacional e da Agricultura e Mar.
“A rede viária florestal existente ascende a mais de 56 mil quilómetros. Foram identificados mais de 12 mil quilómetros a necessitar de intervenção, mas, neste momento, temos já um trabalho de cerca de 10 mil quilómetros efetivamente desobstruído”, explicou Elísio Oliveira, acrescentando que o volume de trabalho realizado poderá mesmo ultrapassar as necessidades inicialmente identificadas.
Após a reunião, realizada nas instalações dos Bombeiros Sapadores de Leiria, o coordenador do CIPO e os três ministros participaram numa conferência de imprensa para apresentar os resultados alcançados, o trabalho ainda em curso e as principais prioridades para os próximos meses.
Questionado sobre o propósito do CIPO, o Ministro da Administração Interna, Luís Neves, afirmou que “para situações de exceção, são precisas respostas de exceção”, garantindo que o trabalho deste comando terá continuidade.
Apelo à população
Num apelo dirigido à população, Luís Neves alertou para a possibilidade de o próximo verão ser “muito duro”, sublinhando a importância da limpeza dos terrenos florestais.
“O verão, como já referi várias vezes, pode vir a ser muito duro. O trabalho, para que seja menos difícil, depende de todos. Queremos apelar à população e aos proprietários para que façam parte deste esforço de limpeza e identificação de fragilidades”, afirmou o governante.
Por sua vez, o Ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, destacou o reforço dos meios aéreos disponíveis para o combate aos incêndios, nomeadamente através da utilização dos helicópteros Black Hawk da Força Aérea.
“Ainda bem que em 2026 vamos contar com mais meios do que existiam em 2025, nomeadamente com estas máquinas extraordinárias, polivalentes e que serão uma ajuda acrescida”, afirmou Nuno Melo, acrescentando que “as Forças Armadas estão a dar tudo o que têm, com os meios disponíveis e com a competência que lhes é reconhecida”.
Cooperação entre entidades
Na reunião de balanço do primeiro mês de atividade do CIPO, Luís Neves mostrou-se particularmente satisfeito com os resultados alcançados, salientando a articulação entre diferentes entidades e áreas governativas.
“Somos uma única equipa com competências distintas e áreas diferentes, mas unidas por um objetivo comum: salvaguardar a vida das pessoas, proteger a nossa forma de vida e preservar a coesão do território, sobretudo nas zonas do interior mais afetadas”, afirmou.
O CIPO reúne várias entidades com responsabilidades na prevenção e combate aos incêndios rurais, entre as quais a Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais, o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, a Guarda Nacional Republicana, a Liga dos Bombeiros Portugueses, o Estado-Maior-General das Forças Armadas e a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, todas representadas na reunião.







