O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou esta quarta-feira, 9 de setembro, a convicção de que Vladimir Putin está disposto a alcançar um compromisso com a Ucrânia. A avaliação surgiu na sequência de uma conversa telefónica realizada na véspera, que o líder republicano descreveu como positiva, sugerindo que o momento pode ser favorável a uma resolução diplomática.
Para Trump, a viabilidade de um pacto depende agora do alinhamento de Volodymyr Zelensky. O magnata, que pauta a sua retórica pela experiência negocial, não ignorou a animosidade que marca a relação entre os dois chefes de Estado. Questionado sobre os entraves à paz — num conflito que já ultrapassa os quatro anos e teve início com a invasão russa a 24 de fevereiro de 2022 —, Trump foi pragmático: o principal obstáculo é o ódio mútuo. Contudo, defendeu que ambos estão visivelmente exaustos pelo combate contínuo, onde o balanço diário de vidas perdidas continua a ser pesado.
Do lado russo, o Kremlin confirmou a realização do diálogo, que se estendeu por uma hora. Em comunicado, descreveu o tom da conversa como de “extrema franqueza”, sublinhando que Trump insistiu na necessidade de um desfecho célere para a crise.
A diplomacia norte-americana, através do secretário de Estado Marco Rubio, procurou dar substância a este movimento. Rubio qualificou como “substanciais” as recentes conversas mantidas por Steve Witkoff e Jared Kushner, enviados da Casa Branca. Embora a intransigência de Moscovo e Kiev quanto às suas exigências se mantenha, o secretário de Estado antecipa a criação de diretrizes nas próximas semanas para desbloquear o impasse.
O Kremlin reagiu com cautela a estes sinais, classificando o guião mencionado por Washington como uma proposta preliminar. Ainda assim, Moscovo sinalizou abertura para o que descreveu como uma possível reunião tripartida entre a Rússia, a Ucrânia e os intermediários, mantendo, para já, as portas do diálogo entreabertas.









