Seguro destacou que os empregados “têm o direito” de avançar para a paragem nacional quando não existe outra via. As novas disposições laborais marcaram o início do primeiro encontro entre pretendentes à Presidência da República. Frente a frente estiveram António José Seguro e André Ventura.
O socialista apresentou uma posição rígida contra o esboço legislativo do Governo. “O País não necessita de alteração do quadro laboral nesses moldes”, afirmou, considerando que as transformações “não foram sufragadas e colocam em causa os privilégios dos empregados”.
Já o presidente do Chega defendeu que é preciso reformular o sistema laboral, argumentando que “não há estrutura económica moderna com regras da União Soviética e do período do PREC”, mas observou que a iniciativa do Executivo da AD “está mal construída”.
Seguro reforçou que os empregados “têm o direito” de avançar para a paragem nacional quando não existe outra via.
Ventura sugeriu, em contrapartida, que se compense a comunidade afetada pela interrupção e que se elimine os “indivíduos que não exercem funções há 20 ou 30 anos e que se classificam como chefias sindicais”. Depois tentou associar o adversário ao PS, que o sustenta: “os mais novos deixaram o País por responsabilidade do Partido Socialista, é essa a marca que representa”.
“Ainda há poucos meses pediu os apoios eleitorais para as legislativas. Não considera que isto quebra o vínculo de confiança com os cidadãos?”, questionou Seguro, criticando o opositor que “quer ocupar todos os papéis”.
Ventura respondeu defendendo um modelo presidencialista mais robusto e trouxe ao debate a “humilhação” de Marcelo Rebelo de Sousa, que, em Angola, ouviu do seu homólogo críticas ao colonialismo.
Confrontado sobre como reagiria, o socialista disse que “procederia como o Presidente da República procedeu”, por sentimento de Estado.
A área da saúde, que Seguro considera essencial para alcançar um entendimento, deu espaço para Ventura abordar a entrada de estrangeiros e acusar o concorrente de aceitar que “alguém do Bangladesh e do Paquistão ultrapasse” cidadãos portugueses.
“O PS abriu os acessos e agora está a rir-se como o senhor”, declarou o líder do Chega.
E ouviu: “Estou a rir-me de si”.











