O Largo Camões transformou-se num ponto de convergência de vozes desde as 16h desta tarde. Mais de mil pessoas ocupam o espaço, dando início a uma manifestação que coloca o direito à habitação no centro do debate público. O objetivo é claro: realizar uma marcha até ao Rossio, local onde o grupo pretende montar um acampamento, prolongando a vigília pela noite dentro.
O ambiente é marcado por cânticos e palavras de ordem que ecoam pelas artérias da capital. Frases como “O povo unido jamais será vencido” pontuam o frenesim dos participantes, enquanto outros manifestantes continuam a chegar às imediações, aumentando a densidade da concentração. A frustração, contudo, tem destinatário específico. Mensagens dirigidas ao primeiro-ministro Luís Montenegro dominam os cartazes e o coro dos protestantes, que reclamam condições básicas: salários dignos e acesso a uma habitação que não represente um custo insustentável.
A presença das autoridades é evidente. Viaturas e carrinhas da PSP encontram-se posicionadas estrategicamente nas ruas adjacentes ao largo, acompanhando a evolução da movimentação. O aparato policial monitoriza o desfile que, em breve, deverá ocupar o asfalto em direção à Praça D. Pedro IV.
O descontentamento é palpável. Entre palmas e palavras de ordem, os manifestantes repetem frases como “Ó Montenegro, presta atenção, as tuas casas vão virar ocupação”, sintetizando o tom de um protesto que não dá sinais de arrefecer tão cedo. À medida que o sol se põe, a expectativa é que o Rossio receba o acampamento anunciado, elevando a pressão sobre as atuais políticas habitacionais do Governo.









