O Partido Comunista Português (PCP) afirmou que, mais do que a personalidade escolhida para ministro da Administração Interna, o essencial é conhecer a política que será prosseguida por Luís Neves.
Em comunicado, os comunistas sustentam que “independentemente da personalidade indicada”, a questão central reside nas condições e meios que serão mobilizados para responder aos múltiplos problemas existentes na área da administração interna.
Prioridades apontadas pelo PCP
O partido identifica como áreas críticas:
- Valorização dos profissionais das forças de segurança;
- Melhoria das condições de trabalho;
- Reforço dos meios da Proteção Civil;
- Valorização dos bombeiros e das respetivas carreiras;
- Investimento na prevenção e preparação face a intempéries, incêndios e outras emergências;
- Salvaguarda dos direitos, liberdades e garantias.
Para o PCP, o foco deve incidir sobre as opções políticas concretas que o novo titular da pasta adotará nestes domínios estruturais.
Contexto da nomeação
A nomeação de Luís Neves foi aceite pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, sob proposta do primeiro-ministro, Luís Montenegro.
O novo ministro substitui Maria Lúcia Amaral, que se demitiu das funções. A tomada de posse está marcada para as 10h00 de segunda-feira, no Palácio de Belém.
Luís Neves dirige a Polícia Judiciária desde 2018 e tem uma carreira de quase três décadas na investigação criminal, com experiência nas áreas do crime violento e organizado, terrorismo e extremismo violento.











