A Assembleia da República foi palco, a 4 de novembro, de declarações vincadas do secretário-geral do PCP. Paulo Raimundo defendeu que o atual executivo e a maioria parlamentar precisam de ser derrubados o mais depressa possível, garantindo que o partido não tem qualquer receio de um cenário de eleições antecipadas.
As palavras do dirigente surgem na sequência de críticas públicas apontadas pela porta-voz dos Trabalhadores Unidos, Renata Cambra. Em entrevista recente, a figura ligada aos protestos pela habitação sugeriu que a contestação social poderia ter escalado para uma greve geral se a direção comunista não estivesse a ponderar o impacto eleitoral de uma eventual queda governamental.
Perante os jornalistas, Raimundo recusou essa leitura. Sustentou que a posição do partido é rigorosamente ponderada e reforçou que a governação e o alinhamento parlamentar atual penalizam o país. O líder partidário remeteu ainda para as estruturas sindicais a competência exclusiva de avançar com a convocatória de uma paralisação de âmbito nacional.







