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Home Ciência

Veneno de tarântula pode ajudar a criar alternativa aos analgésicos opióides

Redação O Tablóide Por Redação O Tablóide
24 de Abril de 2020
Reading Time: 2 mins read
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Bryant Olsen / Flickr

Cientistas modificaram o veneno da tarântula aranha-pássaro chinesa para produzir uma proteína que atua como um forte analgésico. Até agora, foi comprovadamente eficaz em cobaias.

Tal como explica o site Science Alert, os opióides estão entre as melhores ferramentas para tratar vários tipos de dor, porém, são extremamente viciantes e, mesmo quando usados como prescrito, têm bastantes efeitos secundários como, por exemplo, tonturas, náuseas, sonolência, constipações e dificuldades em respirar.

Por isso, uma equipa de cientistas decidiu usar o veneno da aranha-pássaro chinesa – Cyriopagopus schmidti – para tentar criar uma alternativa.

O veneno desta tarântula contém um peptídeo, chamado Huwentoxin-IV, que atua ao inibir a ativação dos canais de sódio dependentes de voltagem necessários para o fluxo de iões de sódio que podem acionar os recetores de dor no sistema nervoso.

Investigações anteriores mostraram que este peptídeo pode aliviar a dor em cobaias. Mas, para além do efeito nos canais de sódio, estes investigadores também já tinham mostrado a importância da membrana celular nesta interação. Agora, a equipa manipulou o Huwentoxin-IV para melhorar a sua afinidade pela membrana celular.

“Ao usar uma abordagem tripla que incorpora esta mini-proteína, o seu recetor e a membrana circundante do veneno da aranha, alterámos essa mini-proteína, resultando numa maior potência e especificidade para recetores específicos de dor”, explica a bióloga química Christina Schroeder, da Universidade de Queensland, na Austrália.

Isto garante, afirma a cientista, que a quantidade correta de Huwentoxin-IV é anexada à célula e à membrana celular. E, quando testado em cobaias, o mais potente dos análogos desenvolvidos pela equipa resultou numa diminuição significativa na resposta à dor em comparação com o controlo.

O estudo foi publicado, no passado dia 10, na revista científica Journal of Biological Chemistry.

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