Lisboa, Portugal – O setor turístico nacional ainda tem margem para crescer, defendeu Manuel Castro Almeida perante o parlamento. Durante uma audição dedicada à discussão do Orçamento do Estado para 2027, o ministro da Economia e da Coesão Territorial rejeitou a ideia de saturação, embora tenha admitido que certas regiões enfrentam picos de afluência em períodos muito específicos.
Para o governante, o foco deve incidir na criação de valor e não na mera contagem de dormidas. Esta estratégia surge como o único caminho viável para elevar os rendimentos dos profissionais da atividade, classificados pelo próprio executivo como globalmente insuficientes.
Os indicadores recentes servem de base a esta perspetiva oficial. Enquanto as dormidas registaram uma progressão de 1,5 por cento, as receitas avançaram cinco por cento, demonstrando uma evolução positiva na captação de receita. Contudo, o governante lembrou que a intervenção do Estado nos vencimentos limita-se à atualização do salário mínimo nacional, ficando os valores específicos entregues à dinâmica empresarial.
O calendário parlamentar avança agora para a fase de debate na especialidade, com a votação final global do Orçamento do Estado para 2027 agendada para o dia 24 de novembro.










