Miguel Pinto Luz garante que o Executivo não descansará enquanto não forem solucionadas as consequências das tempestades. O ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, assegurou esta terça-feira que o Executivo está em ação e não irá parar até resolver todas as ocorrências resultantes da passagem da depressão Kristin por Portugal continental na semana passada.
“Não paramos e não vamos parar até resolver tudo o que for necessário”, declarou o governante, que esteve esta manhã em Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal, para avaliar os danos provocados pela subida do rio Sado, que transbordou no final da semana passada, inundando a zona baixa da cidade.
Recusando responder às questões colocadas pelos jornalistas, alegando que já prestou esclarecimentos na segunda-feira e que voltará a fazê-lo esta terça-feira à noite, Miguel Pinto Luz limitou-se a afirmar que o Executivo está no terreno.
“Estamos no terreno”, reforçou, deixando uma “mensagem plena de esperança” e sublinhando “a enorme solidariedade demonstrada pelos portugueses”.
“Há milhares e milhares de cidadãos da administração pública, do setor privado, das entidades sociais e das autarquias locais a trabalhar”, acrescentou o responsável pelas Infraestruturas, que durante a deslocação a Alcácer do Sal esteve acompanhado pela presidente da Câmara Municipal, Clarisse Campos, e por dirigentes da Proteção Civil.
Depois de, na semana passada, o rio Sado ter transbordado e alagado a Avenida dos Aviadores, ao longo do fim de semana a situação registou melhorias e, na segunda-feira, alguns lojistas já procediam à limpeza dos estabelecimentos, conforme constatou a Lusa no local.
Também na segunda-feira, em declarações à Lusa, a presidente da Câmara de Alcácer do Sal indicou que o concelho está a proceder ao levantamento dos danos e a coordenar respostas com a Proteção Civil.
De acordo com Clarisse Campos, a principal prioridade passa pela reposição dos serviços básicos e pelo apoio às populações e comerciantes atingidos.
Esta terça-feira, por volta das 12:00, a Lusa verificou que a Avenida dos Aviadores voltou a apresentar acumulação de água devido a uma nova subida do Sado.
Segundo testemunhos de comerciantes da área, ao início da manhã o nível da água terá atingido pelo menos meio metro, descendo posteriormente para “cerca de 20 centímetros”.
Durante a tarde, a maré voltará a subir e a situação poderá voltar a agravar-se.
Dez pessoas morreram desde a semana passada em consequência do mau tempo. A Proteção Civil registou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara Municipal da Marinha Grande confirmou outra vítima mortal, à qual se juntaram posteriormente quatro óbitos provocados por quedas de telhados (durante trabalhos de reparação) ou por intoxicação resultante do uso de um gerador.
A destruição total ou parcial de habitações, empresas e equipamentos, quedas de árvores e estruturas, interrupções ou condicionamentos rodoviários e nos transportes, em especial nas linhas ferroviárias, o encerramento de estabelecimentos de ensino e cortes no fornecimento de eletricidade, água e comunicações constituem as principais consequências materiais do temporal, que provocou várias centenas de feridos e desalojados.
Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos mais afetados.
O Executivo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 69 municípios e anunciou um conjunto de medidas de apoio que pode ascender a 2,5 mil milhões de euros.










