O candidato presidencial e líder do Chega, André Ventura, acusou esta quarta-feira o seu adversário na segunda volta, António José Seguro, de apenas “dizer generalidades” e de não se comprometer “com nada”, mostrando-se convicto de que vai “derrotar o socialismo” e levar o país “para a frente”.
Num encontro com jovens, em Lisboa, Ventura defendeu que Portugal “não quer mais socialismo” nem “voltar atrás”, sustentando que a Europa está a afastar-se desse modelo político. Na sua intervenção inicial, considerou que a campanha presidencial até agora “não foi esclarecedora”, mas que a segunda volta terá de o ser, por ser o momento de perceber “o que cada um pensa sobre as coisas”.
O líder do Chega criticou Seguro por, segundo disse, não ter posições claras sobre áreas como saúde, impostos, habitação, justiça ou combate à corrupção. “A melhor forma destas pessoas do PS e do PSD ganharem votos é não se comprometerem com nada”, afirmou, acusando o socialista de conduzir uma campanha baseada em “generalidades e coisas abstratas”.
Ventura voltou também a acusar o adversário de evitar debates, alegando que isso se deve ao receio de se confrontar com o seu passado político e com o legado dos governos socialistas. Em resposta às perguntas dos jovens, disse que os dois candidatos acabarão por se confrontar, admitindo mesmo cruzar iniciativas de campanha.
O candidato do Chega afirmou ainda que António José Seguro representa o “passado”, associado à Juventude Socialista e ao Partido Socialista, enquanto a sua candidatura simboliza o futuro. Acusou-o de silêncio face ao que classificou como o “falhanço brutal” dos governos de António Costa, considerando-o cúmplice desse legado.
Durante a iniciativa, Ventura reiterou promessas de “pôr o país em ordem”, apoiar as forças de segurança e defendeu um consenso político entre os maiores partidos para reforçar o investimento na Defesa. Apelou também aos eleitores de João Cotrim Figueiredo para que votem em si na segunda volta e mostrou-se confiante em captar votos de eleitores de outros candidatos da primeira volta.
O encontro realizou-se no salão nobre da Junta de Freguesia do Lumiar, depois de ter sido indeferida a realização do evento na Assembleia da República, por violação do princípio da neutralidade.










